sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Escolhas !

Se for para chorar, que seja de alegria, jamais de tristeza;
Se for para brigar, que seja pela minha escolha, por pior que ela seja;
Se for para rir, que seja comigo e não de mim.
Se for para cair, que seja no macio, porque machuca menos;
Se for para trair, que seja um caso, jamais a mim mesma;
Se for para passar frio, que seja enroscada num pescoço macio;
Se for para passar calor, que seja na praia, com amigos e cerveja gelada;
Se é para falar palavrão, que seja um bem sujo;
Se for para se perder, que seja de desejo e tesão;
Se for para encontrar, que seja pelo caminho mais feliz;
Se for para ter fome, que seja de saber;
Se for para mudar, que seja de para melhor;
Se for para ser amigo, que a amizade seja sincera;
Se for para ter irmão, que ele sejam honestos;
Se for para lutar, que seja para vencer;
Se for para sofrer, que seja de amor;
Se for para seduzir, que seja através do olhar;
Se for para amar, que seja pleno e verdadeiro;
Se for para morrer, que seja rápido e indolor.
Se for para escolher, que seja exatamente assim.

» Palavras que ferem !

Daqueles cujo domínio próprio não controla
São como bisturi, ferem a aorta contundente.
Provocam grandes terremotos, vítimas fatais
Corações destroem, intrinsecamente.

Armas potentes, machucam, ferem
Envenenadas de puro rancor, deixam feridas.
Golpes premeditados duramente
Fazem sangrar, quando friamente proferidas. 
Quem as usa, tem consciência do mal feito.
Geralmente das regras e limites é conhecedor
Porem um prazer mórbido é sentido
Vendo no alvo do ódio, do sangue o sabor.
Ironicamente, não se dão conta os desatentos.
Os mesmos lábios que profetizam mansidão
Pregam o amor, falam de paz e harmonia.
Deixam marcas indeléveis, destroem coração. 
Ousam citar de Deus o nome, fria realidade.
E incapazes de perceber espontaneamente
O tronco que lhes atravessa o olho, e os cega.
Apontam o cisco, no olhar do semelhante.

Talvez, em nome de uma vingança infundada.
Quem sabe o coração ferido, seja o argumento.
E para pisar, esmagar e ferir brutalmente.
Só esperam por uma brecha, um momento. 
Quantos defeitos soterrados veríamos.
Pudéssemos a alma, em estado bruto sondar,
E remexendo escombros reconheceríamos.
Que apenas Deus tem poder para julgar.
Talvez , com nossos defeitos aparentes.
Pegaríamos à mão a esperar estendida.
E mesmo quando feridos e machucados
Entoaríamos apenas palavras de vida.